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Epic music da semana

Show em homenagem ao artista Freddie Mercury realizado no dia 20 de abril de 1992. Mercury havia morrido 5 meses antes, em decorrência de uma broncopneumonia agravada pela AIDS.

A música aborda as pressões do mundo atual, indicando que o amor é uma “palavra fora de moda” que faz com que nos importemos com as outras pessoas e não com nós mesmos, algo difícil no mundo contemporâneo.

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As velhas maçãs podres da política

Estava outro dia em uma cafeteria aqui no centro de São Paulo esperando uma finalização de trabalho juntamente com minha colega jornalista Karla Correia. E como era de se esperar em uma conversa de café entre dois chatos, acabamos caindo no papo sobre política (claro).

Entre devaneios sobre a corrupção e o futuro da nação, meio como se fosse uma catarse de nossos pensamentos, chegamos à conclusão de que a maioria dos nossos políticos são idosos demais – quase pré-históricos, diria eu.

Claro que não tenho nada contra os idosos, antes que os politicamente corretos venham me atirar paus e pedras. Mas penso que algo que não está dando certo deve ser renovado, no mínimo!

Tudo na natureza é renovado, menos a política brasileira. Vejamos os exemplos?

Fernando Henrique Cardoso, Paulo Maluf, Plínio de Arruda, Antônio Carlos Magalhães (†2007), Delfim Neto, Marco Maciel… o Planalto Central é praticamente uma clínica geriátrica!

Nada descreve melhor Brasília

Mas claro que não podemos deixar de citar o todo poderoso senhor feudal maranhense; aquele que já foi senador, deputado, prefeito, governador, vice-presidente e presidente; Vossa excelência José Sarney! (Uhhhhhh, Uhhhhh!).

Sarney em 1981: Já era figurinha velha na política

Repito que não tenho nada contra os idosos. Esses que eu citei são, a maioria, nascidos na época da republica velha! Vocês imaginam o que isso significa? eles fazem parte da vida política, pelo menos, desde o período em que a capital do país ainda era no Rio de Janeiro, antes de JK! Passaram pela ditadura e, na época da reabertura democrática – há mais de 20 anos atrás – ele já eram pessoas senis!

E sabe o que é pior? Eles vem errando desde aquela época, incessantemente! Tipo, o cara ta dando porrada no pé do ouvido do seu avô, seu pai, em você e de seus filhos!

Não digo que os políticos novos irão mudar alguma coisa, como se toda novidade fosse uma coisa boa. Ta aí o Restart, Justin Bieber e companhia que não me deixam mentir sobre as novidades. Mas pelo menos, poderíamos tirar as maçãs podres do cesto né?

Quem sabe assim as mais novas que fossem entrando na jogada não se estragassem tão rapidamente?

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O bom filho à mídia retorna

Irei falar hoje sobre um artista que fez parte de uma banda de enorme sucesso, que ditou novos conceitos e formas de tocar e fazer música. Tal banda foi responsável por nos apresentar pessoas que foram idolatradas por diversas gerações e, um tempo depois, esse mesmo artista formou outra banda, que proporcionou-lhe continuar a fazer o que tinha maior talento e apresentou ao mundo novos ícones. Seu nome é Dave… mas não é o Dave Grohl, pois não vou perder meu tempo falando de tal figura, claro!

Dave Grohl: aquele que tem o irmão gêmeo que é ex-Nirvana sabe?

Quem aqui conhece Diamond Dave? David Lee Roth? Que tal a banda de Hard Rock chamada Van Halen? Pois é, quem conhece se lembra do sujeito elástico, de roupas coladas e extravagantes, que não saia da frente das câmeras nos clipes da banda, pulando, fazendo acrobacias e golpes de artes marciais. Esse é David!

David pagando de gostoso!

Nos idos anos 70 e 80, a moda era as estampas de tigre, zebra, onça, cabelos bufantes, lencinhos no pescoço, sexualidade masculina exacerbada… tudo isso era a cara do Van Halen. A banda, formada em meados da década de setenta, é dona de sons fantásticos e famosos como “Jump”, “Panamá”, “Running with the Devil” e outras mais. Com a saída de David em 1985, o estilo da banda mudaria com seu novo frontman, Sammy Hagar. Vários sucessos mais viriam nessa época como “Dreams”, “Right Now” e a balada “Can’t Stop Lovin’ You”, nunca parando, portanto, de fazer sucesso e tendo uma enorme alavancada após a saída do antigo vocalista.

Mas… onde esteve Lee Roth todo esse tempo? Oras, cantando claro! onde mais estaria?

David estava fadado a ser acompanhado por excelentes músicos. Com o Van Halen cantou ao lado de Eddie, o guitarrista célebre da banda que popularizou o uso do two hands tapping (técnica em que dá-se pequenos “tapas” nas cordas da guitarra com os dedos, na região do braço do instrumento).

Em sua nova banda, David pode contar com os espetaculares Steve Vai (guitarra) e Billy Sheehan (baixo). Não os conhece? Então pare de ler isso agora e vá ouví-los. Certamente você irá confirmar o posto no topo do pódio dos guitarristas e baixistas dessas duas figuras.

 

Claro que muita gente conhece os dois músicos acima. Mas pouquíssimas pessoas sabem da parceria de ambos com David Lee Roth! A banda do acrobata passa desapercebida quase que totalmente, tanto nas estações do rádio, como na mídia em geral. Lembra-se de Van Halen, de Steve Vai e um pouco de Billy Sheehan (claro que o desconhecimento desse último está ligado ao seu instrumento, uma incógnita pra maioria da população: o baixo!). Mas, onde está a carreira solo de Diamond Dave, que possui sucessos como Just a Gigolô e Just Like Paradise?

Depois de todo o desentendimento de David com Eddie e a óbvia saída do primeiro da banda, o maior sobressaiu-se e, claro, o gigante da cena musical era Van Halen. David ficou ofuscado, mesmo com seu leque de composições e artistas acompanhantes de alta qualidade. Ofusque esse que começou a dissipar-se com seu retorno, em 2007, para sua banda inicial. Como num passe de mágica os sucessos da carreira solo vieram a tona!

Tenho que dizer que sou fã da era Sammy Hagar, mas admiro demais o “estilo David”. Com certeza é esse estilo – hard rock despojado e bem humorado – que levou a banda para debaixo do holofote, e acho que deve continuar assim. E diga-se de passagem que, apesar da idade, Lee Roth continua “macacando” ao longo das performances da banda. E longa vida ao Van Halen!

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* “E o Dave Grohl ali em cima?”

Foi só pra ter alguma coisa ruim nesse post!

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Bombas, borracha e música para alegrar o espírito

Como falei no post sobre o Festival Cultura Inglesa, teriamos algumas atrações totalmente na faixa como show, filmes e outras atrações. Um desses eventos ocorreu hoje, no Parque da Independência, com vários shows de artistas nacionais, internacionais, covers e o tão aguardado Franz Ferdinand.

Como era de se esperar, houve a formação da famosa “fila indiana” – que eu não sei o porquê dessa alcunha – e, junto com essa, pudemos ver mais uma vez a expressão nacional do “jeitinho brasileiro”. Várias e várias pessoas tentaram burlar o “sistema indiano” e a espera pela lenta revista dos militares furando a fila.

Esse é o motivo do nome da fila. Sério!

Claro que o ato de cortar a passagem dessa forma é uma atitude desrespeitosa e mesquinha. Todos terão que esperar e, afinal, porque você também não pode? “É mais bonito que os outros é?”

Mas algo acontece nos nobres corações da PMSP. Qualquer manifestação já é motivo para lançar bombas de gás, meter borrachada… parece que temos uns traumas mal curados por ai hein?

O caso é que o melhor meio de contenção popular que a polícia acha ultimamente é o uso descabido e desnecessário de violência. Vimos isso nos protestos da última quarta feira em relação à greve dos metroviários e hoje no ato simples – porém injusto e mal educado – de furar a fila.

“ah, mas não foi só furar a fila, mas também burlar todo o esquema que a PM e os organizadores montaram”

Dane-se. Não é porque você tenta burlar um esquema que eu armei que eu vou te encher de porrada e jogar gás de efeito moral na tua cara!

Existem meios de contenção popular, e não acho que partir para a violência gratuita seja a melhor forma. É sim a mais prática e barata, já que investir em borracha e gás é menos custoso do que em educação né?

E o show? Dizem que o som foi uma pancada! (entendeu?).

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A arqueologia do cadarço e a crítica ao utilitarismo da razão

O cadarço todo mundo conhece. Ele serve para apertar o sapato/tênis/sandália ao pé, anatomizando o calçado e tornando sua utilização mais prática e menos sofrível.

O cadarço é uma invenção indivisível à própria invenção do sapato. Os primeiros calçados, inclusive, compunham-se basicamente de cadarços, visto que esses amarravam a base ao pé.

Porém, o americano Harvey Kennedy, em 1790, auto-intitulou-se o inventor do cadarço e patenteou sua ‘invenção’. Com essa brincadeira, ele acumulou um patrimônio de $ 2,5 milhões. Pelas estatísticas do site MeasuringWorth, essa fortuna, corrigida a inflação e o crescimento da economia no período, poderia hoje atingir até o valor de 220 bilhões (!) de Obamas.

Isto posto, o que isso tem a ver, correto?

E é aí que entra a crítica do artiguinho: Por que eu tenho que ter a ver?

O utilitarismo, inglês como a própria Isabel II, uma das bases do liberalismo – esposo do capital desde sempre – diz que toda a ação (ou inação, ou pensamento, ou x, etc.) deve ter um objetivo, uma consequência real positiva (no sentido comteano), de forma a aprimorar a experiência humana. E quando ele diz humana, ele quer dizer dona dos meios de opressão.

Com a vitória do capital e de toda sua lógica, o homem produtor-consumidor tem a obrigação de fazer sentido, de buscar o sentido, de amar o sentido. Mas o que é o sentido, senão você utilizar a sua razão (ou não) pra entregar mais instrumentos para seu dominador? Se eu realmente tenho algo a somar, eu poderei realmente usufruir disso ou alguém, no topo da cadeia, que usufruirá em última instância?

Eu prego nesse artigo o anarco-pensamento. Não o anarquismo político, pois o anarquismo político não faz sentido (eu mesmo sou socialista e o dono do blog, amigo meu, é conservador de extrema-direita, nos moldes Tea Party). Mas se devemos seguir regras a todo o tempo, com a desculpa de que isso faz a vida funcionar e fluir, acho que no âmago do nosso pensamento a gente deveria ter o direito de não fazer ou não buscar sentido. Ou não?

Não sei. Não busco o sentido. E quero que você não busque também.

—-

* Escrito pelo maluco e falacionista Felipe Resende, que só não acredita no Papai Noel porque ele é capitalista e preconceituoso!

OBS do editor: “Conservador de extrema-direita nos moldes Tea Party” é a vovózinha!

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