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Importância da troca de sexo do velho Ben

E ai, como ficamos agora com tantas mudanças? Mudanças na economia, com essa crise que está assolando os antes donos do mundo, que agora pedem ajuda aos quatro cantos, já que o papa não está em condições de fazer mais nada, já que tem suas próprias crises para resolver como o fatídico Banco do Vaticano. Temos mudança na política, e Paulo Maluf pode dizer muito bem sobre isso (“se o Haddad não for um bom prefeito, nunca mais vote em mim… nem no Lula). Claro que os partidários do PT também mudaram de opinião e, junto com Luiza Erundina, sentem na face a vergonha que Deus lhes deram.

Mas o que dizer da mudança de sexo de um relógio? Sim, pois, além de mudar de nome, o “velho Ben” muda de sexo também, passando a se chamar Elizabeth Tower. Os membros do parlamento disseram que o motivo era “pelos bons anos de serviço prestado pela Rainha Elizabeth II”.

Oras, se for assim nós, humilde brasileiros, podemos contratar um não tão bom escultor para fazer uma bela recauchutagem no Cristo Redentor, passando a chamá-lo de “Sarney, o eterno”, pelos seus bons anos de serviços prestados para a política desse grande Brasil.

O que, afinal, a família real britânica dá para seu tão nobre e laborioso povo? Gasto! Ora festas, ora pompas, ora funerais, ora viagens, ora papel higiênico: a família real é mantida por seus súditos e sempre foi. Segundo dados do próprio Palácio de Buckinghan, o contribuinte gastou mais de 38,2 milhões de libras (a cômoda quantia de 120,5 milhões de reais) em 2009 com a família da rainha.

Sabemos, lógico, que esse dinheiro é dado pelo povo para absolutamente nada. Os ingleses não ganham alimento, roupa, educação ou transporte por esse dinheiro. Mas ganham a oportunidade de se amarrotarem para ver uma breve aparição de vossa majestade no jardim de sua “humilde” residência.

A família real não dá palpite em assuntos políticos, não manda nem desmanda, dando “conselhos” sobre como o primeiro-ministro deve agir em situações variadas. Mas claro que todo mundo aceita, respeita e a coloca no patamar de “rainha do mundo”. O povo até tenta dar uma reclamadinha quando veem seu suado dinheirinho indo embora na festa de casamento do príncipe ou no jubileu de diamante da rainha, pedindo redução de gastos, maior transparência dos mesmos e até o fim da monarquia. Mas basta a nobre senhora de cabelos grisalhos aparecer e, pronto! Acabaram-se as reclamações e “vida longa à rainha”.

Afinal, a coroa ainda é importante graças ao carisma, ao longo tempo de reinado e à senilidade da senhora de Windsor. Crise? Ah, deixem a rainha passar! E que ninguém aceite minha ideia sobre “Sarney, o eterno”.

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Ah se existisse a máquina do tempo…

Carolina Dieckmann seria uma dessas personalidades que voltariam no tempo, não tiraria fotos nua e ficaria tudo certo. Mas para quê? Afinal, tal qual a musa inspiradora de suas façanhas, Scarlett Johansson, que receberá a cômoda quantia de 66 mil dólares do hacker que divulgou suas fotos, a atriz brasileira poderá, quem sabe, apostar na sorte grande também (Na minha opinião? Que não tirassem fotos nuas e colocassem nos respectivos PCs).

Mas a máquina temporal cairia muito bem nas mãos da senhora Maria da Graça Meneghel, codinome: Xuxa. É de se estranhar alguém processando o Google por dar resultado de conteúdo de qualquer espécie. Parece que as pessoas não se lembram que o site é, nada mais nada menos, que um buscador, levando a sites que possuem o conteúdo pesquisado. Portanto, os responsáveis por tais materiais são os sites, e não o buscador certo? Ou prenderemos o cachorro que farejou um crime?

Comparações chulas a parte, nos idos anos 80 a proto Rainha dos Baixinhos – e ninguém, aliás – contava com a internet, e muito menos com o demonizado Google. Claro que “Amor estranho Amor” entraria, como toda pornochanchada, para o ostracismo, sendo esquecido aos poucos. Xuxa, que ainda não era Xuxa, precisava de grana e o filme foi uma boa entrada!

Os anos passam, e a agora senhora Meneghel tem um posto de respeito na cultura brasileira. É fundadora de projetos contra a violência infantil, empreendedora em diversos ramos como moda, entretenimento e até mesmo agropecuária! Uma rainha conclamada pelo povo e justificada pela riqueza material e “boas ações”.

Mas como de boas ações o inferno está cheio e a internet é um verdadeiro bruxo voodoo – ressuscita os mortos para aterrorizar a existência dos vivos – Xuxa se viu confrontando um passado inglório. Foi o que aconteceu quando veio a tona o “estranho amor” da ainda Maria da Graça. Claro que repercutiu, reverberou e, o que ficou escondido no underground oitentista, ganhou força na cultura popular dos anos 2000.

Desde então Xuxa se encontra em uma epopeia astronômica contra tudo e todos, a fim de retirar tais imagens “degradantes” da web. Quer apagar um passado que, queira ou não, foi ela quem decidiu ter. O pior é tentar passar a ideia de coitada ao dizer ter sido abusada na adolescência (“abusando”, em seguida, do jovem Marcelo Ribeiro). Ou quem sabe, então, falar dos romances com Pelé e Ayrton Senna, sem citar o papai Luciano Szafir, não tão famoso assim.

“O pai da Sasha”

O engraçado é que Vera Fischer e Tarcísio Meira participaram do mesmo filme que Xuxa Meneghel, e estão pouco ligando para a divulgação do mesmo – talvez por esta não terem roçado com um garoto de 12 aninhos né? Mais engraçado ainda é ir para a Justiça pedindo bloqueio de qualquer busca pornográfica envolvendo seu nome, perder e continuar recorrendo!

Acho que Xuxa deve rezar “para o cara lá de cima” todas as noites pedindo para que uma mente brilhante invente uma máquina do tempo que faça com que ela consiga, enfim, tirar essa “mancha” do seu passado. Enquanto isso não acontece, porém, ela deve arcar com os atos cometidos de forma digna e honrada, e não botando culpa em terceiros. Ela não pensa que tal atitude é mais desprezível do que os erros cometidos?

Vai embora o título real dos baixinhos para se tornar conhecida como a Rainha da Hipocrisia.

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Epic Music da Semana

Epic Music da Semana

A Epic dessa semana é indicada  e escrita pelo amigo e jornalista Juan Perazzo.

Sem duvida alguma, a música pode ter um papel importante na sociedade, como o de informar, conscientizar e dar voz às minorias. Talvez tenha sido essa a grande intenção de Grandmaster Flash com “The Message”, música de 1982. A canção é um esboço do que seria chamado de RAP posteriormente. Com versos que retratavam a atual situação no subúrbio de New York, mais precisamente o Bronx, The Message é tida como a vanguarda do RAP e do movimento do Hip Hop, pela sua influência e adesão popular, além das inovações com os toca discos e a invenção do scratch, atribuindo ao Grandmaster o titulo de primeiro DJ da música.

A letra da música é um espelho quebrado, o reflexo do que não era visto, um choque de realidade. Denúncia, crítica, e um tom sincero de desapontamento tornaram essa canção a soleira da porta do RAP. É difícil excluir uma influência inicial maior no RAP do que o Flash, porém não atribuir a ele o titulo de pai do gênero seria injustiça.

“Standing on the front stoop, hangin’ out the window
Watching all the cars go by, roaring as the breezes blow”

Legítimo narrador da realidade, deu o tom e deixou um legado, Djs usam suas técnicas até hoje, as “batidas” (base das músicas) seguem uma certa influência, sem contar no vasto número de músicos que seguiram seus passos, uma pena que a realidade retratada nas músicas tenha mudado, e a missão, visão e os valores do RAP estejam tão escondidos. A quem não conhece, vale a pena, afinal, música boa não sai de moda, e poesia jamais fica ultrapassada.

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Festa da literatura na FLIP 2012

E falta apenas uma semana para o início da grande Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP. O evento faz 10 anos e conta com shows, palestras, oficinas, debates e muito mais.

Em memória aos 110 de Carlos Drummond de Andrade, a FLIP homenageia o autor com uma exposição especial e mesas literárias vinculadas à homenagem.

O evento conta ainda com participação de autores renomados como Luis Fernando Verissimo, Rubens Figueiredo, Laerte, Angeli, Alcides Villaça, entre outros mais.

A festa rola entre os dias 4 e 8 de julho. Mais informações na página oficial da FLIP.

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Rússia e Polônia: 1 a 1 no campo; 10 na violência

Rússia e Polônia voltaram a se enfrentar semanas atrás. Disputa não só no gramado, os dois países são rivais incontestáveis fora de campo também. Eslavos e germânicos em um embate que tinha tudo para ser épico. Mas não foi.

Empatado com poucos lances realmente dignos de “ohhh”, o embate entre os capitães Sergey Semak e Jakub Błaszczykowski tinha tudo para ser epicamente uma Segunda Guerra Polaco-Soviética (no termo pacífico e esportivo da coisa, claro). Dentro do estádio de Varsóvia os russos deram o primeiro tiro certeiro aos 37 do primeiro assalto, contra-atacado pelos polacos aos 12 do segundo.

Muita agressividade contida dentro de campo, a guerra mesmo rolou do lado de fora e na arquibancada. Torcedores demonstraram em si a fúria da rivalidade do choque cultural. E quem diz que russos e polacos conseguiriam viver bem? Talvez o futebol garantisse uma amistosa competição que, como de costume, fugiu para as raias da agressão física.

O passado histórico atribulado entre os dois povos pode ter deixado manchas permanentes; mas o ódio mantido por eles é maior que o esporte, fazendo com que, além do passado, mancha-se o presente. Que copiem o exemplo de rivalidade entre franceses e ingleses que igualmente empataram em campo, mas ganharam no quesito amical.

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