Conselhos do Papi

O Sheik da polêmica

Uhhhh, vemos a cada dia que não só mamilos são polêmicos! Há dois domingos, uma foto do jogador Emerson Sheik, do Corinthians, começou a circular na internet, e os ânimos se acirraram. A foto consistia no alvinegro dando um selinho em um amigo.

Tá, vejam a foto:

Ok, não vou nem entrar no mérito de que um selinho é uma forma de cumprimento em muitas culturas; na nossa não é e pronto. Mas por que não é? Aliás, por que deveria não ser, já que dizem que nós, brasileiros, somos um dos povos mais calorosos do mundo?

Tá, a questão não é o ato em sim, mas o que ele significou dentro da nossa cultura. E o pessoal começou a falar que o jogador era gay; e a torcida se revoltou, com o mesmo Sheik que foi decisivo na tão sonhada vitória da Libertadores!

Sheik falou que foi uma brincadeira com o amigo, se desculpou perante os torcedores e colegas. Mas… se desculpou pelo que? Tá, ele disse que não é homossexual, e realmente um selinho não é prova determinante da sexualidade de alguém. E se fosse?

Isso fica mais estranho quando as críticas vem diretamente de uma das maiores torcidas do Brasil! Por quê? Oras, quanto maior o número de um grupo, maior a diversidade dentro deste, não é? Digo, mulheres, crianças, negros, brancos, japoneses… e homossexuais! Isso vindo também da torcida que ganha, consecutivamente, o título de “maior torcida da parada gay”.

Emerson Sheik é gay? não sei. Isso deveria fazer diferença ao jogo dele, ao time, e à torcida? Não.

Como diz o provérbio bíblico, ” tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão”. Ou seja, olha pro teu primeiro, pra depois você pensar em falar dos outros.

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